segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Como fazer fogo sem fósforos ou esqueiro.

O fogo faz parte da lista de itens importantes para se sobreviver em terras inóspitas. O fogo oferece:

* calor no inverno;
* um meio de purificar água ou esterilizar implementos;
* calor para secar roupas;
* uma forma de cozinhar alimentos;
* senso de segurança e conforto;
* fumaça para sinalizar a equipes de resgate;
* calor para derreter gelo e neve e obter água potável;
* um meio de espantar animais perigosos;
* iluminação;
* fumaça para ajudar a repelir insetos.

Localização e preparação

A localização é tudo na hora de se fazer o fogo. O primeiro passo para uma boa fogueira de acampamento é estudar o terreno que o cerca de modo a escolher o melhor local. Eis algumas das características que você deve procurar:

*Solo seco
*Superfície lisa
*Proteção contra o vento
*Acesso à lenha
*Estar próximo ao local de abrigo
*Estar próximo a uma fonte de água

As lascas usadas para acelerar a queima podem ser gravetos pequenos e médios, e também precisam estar secas. Se você incluir material úmido na fogueira, as chamas se extinguirão antes que cheguem ao material combustível de duração mais longa. As lascas de aceleração devem ter tamanho de entre 5 e 20 cm.

Métodos

Método da lente

Essa técnica envolve o uso de uma lente de aumento em um dia de sol. Também se pode usar a lente de uma câmera desmontada ou de um binóculo.

* Forme uma pilha de material combustível no centro do fosso.
* Segure a lente a cerca de 30 cm acima da pilha.
* Oriente a lente para que o sol se concentre em um pedaço pequeno.
* O material combustível deve começar a queimar rapidamente.
* Sopre o material para acelerar a ignição e alimente a chama com faíscas até que o fogo se estabilize.

O método da lente cria um ponto quente que ateia fogo à madeira.

Fogo por atrito em placa

Essa técnica requer paciência e muita determinação, mas funciona bem.

*Encontre uma peça de madeira macia com cerca de 45 cm de comprimento e 5 cm de largura que servirá como placa de atrito. Salgueiros e álamos fornecem boa madeira para isso e é fácil encontrá-los perto de rios e lagos.
*Escave uma ranhura de 2,5 cm de largura e de 15 a 20 cm de comprimento no centro da placa, a cerca de 5 cm de qualquer das duas pontas. Use uma faca ou uma pedra afiada.
*Encontre um graveto de madeira sólida para gerar o atrito. O comprimento da peça deve ser de cerca de 30 cm e uma das extremidades precisa ser pontiaguda.
*Coloque a placa no chão e insira o graveto na ranhura.
*Mova o graveto para frente e para trás ao longo da ranhura com pressão moderada, a fim de criar pequenas porções de serragem.
*Quando houver um volume suficiente de serragem, eleve a ponta da placa e a apóie no joelho. A serragem se acumulará na ponta mais baixa da ranhura.
*Esfregue a ranhura o mais rápido possível com o graveto, exercendo pressão forte, até que a serragem se inflame. Assopre lentamente o material inflamável até conseguir uma chama que você possa usar para iniciar a fogueira.




Fogo por arco

Trata-se de outro método de fricção que requer algum tempo de aperfeiçoamento. Os itens a seguir serão necessários.

*Soquete - pedra lisa, do tamanho da mão, com uma ligeira depressão de um lado.
*Broca - uma vara de madeira rígida e forte, com cerca de 30 cm de comprimento e de 3 a 5 cm de diâmetro.
*Placa base - uma placa lisa de madeira macia com cerca de 30 cm de comprimento, 15 cm de largura e 2 cm de espessura.
*Arco - uma vara flexível de madeira verde com cerca de 2,5 cm de diâmetro e de 45 a 60 cm de comprimento.
*Cordão - cordões de sapatos servem perfeitamente

Depois de reunir o material, é hora de acender o fogo.

*Crie uma depressão pequena e arredondada no centro da placa base.
*Faça um corte em V apontando para baixo no centro da placa, de forma que ele se alinhe com a depressão. * *Dobre o arco em forma de meia-lua e o amarre com os cordões de sapatos.
*Posicione a placa no chão e uma pequena quantidade de material inflamável sobre o corte em V.
*Segure a placa com o pé para propiciar estabilidade e posicione o arco em torno da broca, apoiada na depressão central da placa.
*Coloque o soquete sobre a broca, pressione moderadamente e acione a broca com movimentos repetitivos do arco. Isso fará com que a broca gire e criará um pó preto e quente que cairá sobre o material inflamável. Em pouco tempo, surgirão chamas e você poderá transferir o material inflamável aceso para o local da fogueira.



 
Fogo usando gelo

A técnica é uma variação do método que usa uma lente de aumento, no caso substituída por gelo.

*Encontre ou faça uma lente esférica de gelo com cerca de 5 a 7 cm de espessura em sua porção central. O gelo precisa ser transparente para que o método funcione. Caso você tenha uma panela, use-a para congelar água.
*Remova as porções turvas do gelo e apare o gelo em formato redondo e abaulado como uma lente de aumento.
*Use o calor de suas mãos para alisar o gelo - quanto mais liso, melhor.
*Obter gelo transparente é o grande desafio da técnica e não existe método garantido. O gelo de lagos e rios tem mais chance de ser transparentes.
*Assim que você tiver dado forma à sua lente, use o sol para concentrar um ponto de calor no material inflamável. Caso o calor não baste para inflamar o material, continue trabalhando para dar o formato correto à sua lente.




Destino & Aventuras


Dicas de Primeiros Socorros


Você não precisa ser um socorrista experiente para conseguir ajudar alguém que se machucou no meio da natureza. Mas algumas coisas são fundamentais ter em mente e alguns procedimentos são padrões. A lista a seguir serve apenas para orientá-lo e não pretende substituir um curso prático, que é sempre muito útil para quem está constantemente ao ar livre, longe do acesso a hospitais e socorros profissionais. Duas coisas são fundamentais: evitar os acidentes e PENSAR! Pense primeiro e aja depois...
E não esqueça que a regra de qualquer socorrista é "não se tornar a próxima vítima"!

O que fazer imediatamente após acontecer um acidente?

1. Acima de tudo, mantenha a calma e PENSE! Não existe emergência que não permita gastar alguns poucos segundos pensando na melhor forma de agir.

2. Examine o acidentado cuidadosamente, na exata posição em que foi encontrado - a menos que isso seja impossível. Não o mexa até que você saiba exatamente qual é a seriedade do acidente.

3. Simultanea e imediatamente verifique o pulso (coração) e a respiração, checando também a perda exagerada de sangue. Veja como o coração está batendo nas artérias do braço ou do pescoço. E cheque se a pessoa perdeu os sentidos. Estes são os únicos problemas que exigem tratamento imediato, pois são situações que podem matar rapidamente!

4. Em seguida, examine ferimentos na cabeça, choques, fraturas, deslocamentos, lacerações etc.

5. Conforte o acidentado.

6. A pessoa responsável por tomar as decisões e coordenar o trabalho do grupo deve ser a que tem mais experiência em primeiros socorros em ambientes naturais. Lembre-se que é sempre melhor ser "pessimista" e programar para que o grupo evacue o acidentado que, provavelmente, não terá condições de sair do local sozinho, sem ajuda.

7. Se não for possível começar a saída do local imediatamente, coloque o acidentado na forma mais confortável, aquecida, seca e segura possível (dentro do saco de dormir e da barraca, por exemplo).

Alguns fatores logísticos devem ser levados em conta antes de tomar qualquer decisão
sobre o que fazer com a pessoa machucada. Após considerá-los com calma e clareza, a possibilidade de tomar decisões sensatas aumentará. São eles:

1. Previsão do tempo
2. Temperatura ambiente
3. Hora do dia e luz natural ainda disponível
4. Membros da equipe, suas condições físicas etc.
5. Conhecimento de primeiros socorros dos membros da equipe
6. Distância da comunicação mais próxima para pedir ajuda
7. Distância do socorro mais próximo, de uma estrada etc.
8. Avaliar o material disponível entre os membros da equipe
9. Avaliar o material disponível na natureza, ao redor
10. Perigos locais - animais peçonhentos, tempestades elétricas etc.
11. Estado mental de cada membro da equipe

"Conhecer Primeiros Socorros é saber o que fazer primeiro (e o que fazer em seguida) para salvar a vida de alguém - enquanto um médico ou qualquer ajuda especializada não chegam, ou enquanto vocês não alcançam um hospital", explica Sergio Beck em seu livreto "O livro de Primeiros Socorros em montanha e trilha".

Uma pessoa pode morrer por quatro motivos básicos: por parar de respirar, por um sangramento grave, porque seu coração parou ou porque seu cérebro foi atingido gravemente e não responde. Um acidente acaba de acontecer na sua frente? Verifique imediatamente se a vítima está desmaiada, se ela respira, se o coração está batendo e se ela sangra muito.

Mas deixaremos os casos mais graves para quem entende do assunto (faça cursos periódicos de Primeiros Socorros, esteja sempre atualizado e não deixe de ler "O livro de Primeiros Socorros em montanha e trilha", do Sergio Beck). A seguir, algumas dicas simples:

Fraturas, entorses e luxações - tente verificar que tipo de ferimento aconteceu: fratura exposta (a mais perigosa), entorses ou luxações. Dor ao se movimentar e, muitas vezes, até impossibilidade de andar podem ser sinais de fratura exposta. Independente do que seja, trate como se fosse fratura e imobilize-o, não se preocupando em colocar o osso no lugar. Faça um acolchoado em volta do membro fraturado e prenda uma tala, que pode ser feita com o isolante térmico, por exemplo, prendendo-a acima e abaixo do local fraturado - nunca em cima. De tempos em tempos, verifique o pulso abaixo do local fraturado, para ter certeza de que sua tala não está interferindo na circulação.

Cortes e bolhas - a melhor forma de assepsia é lavar com água abundante e sabão neutro, se for suportável. Procure fazer um curativo com as mãos limpas e com gazes estéreis. Procure evitar a formação de bolhas, colocando um esparadrapo no local. Portanto, ao menor sinal de irritação ou queimação nos pés, pare e cuide-os. Se elas já se instalaram, faça um curativo com um buraco no meio, para que distribua melhor a pressão exercida sobre elas. Procure não estourá-la. Se já o fez, trate-a como um ferimento qualquer, lavando-a e fazendo um curativo.

Calor, insolação e desidratação - em um país tropical como o nosso, este pode ser um problema freqüente, principalmente se você escolheu o litoral, durante o verão, para fazer uma caminhada com a mochila pesada. Não descuide da hidratação - nunca! Procure repor também o sal e esteja sempre protegido do sol, com chapéus, protetores solares etc. E lembre-se que a insolação (aumento da temperatura corporal), pode matar tanto quanto a hipotermia (veja abaixo).

Queimaduras - as de sol são facilmente evitadas com o uso de bloqueadores solares, roupas ventiladas e chapéus. O sol de montanha costuma ser muito forte - proteja-se adequadamente e pouco problema terá. Não esqueça de proteger os lábios também...
As queimaduras feitas em fogo (fogareiros etc) devem ser tratadas apenas com água fria e cobertas com um curativo de gaze. Não passe nada sobre uma queimadura a não ser vaselina estéril. Não tem? Passe mel. E só - esqueça pastas de dentes e soluções caseiras. Se a queimadura for de 3º grau e tiver afetado 10% do corpo (ou mesmo 2º grau que tenha afetado 20% do corpo, procure um hospital imediatamente.

Hipotermia - a nossa temperatura corporal é de 36-38ºC. A hipotermia começa a ser definida quando a temperatura basal cai a cerca de 35ºC. Hipotermia branda, apesar de não causar a morte, é bastante perigosa e pode ser de difícil detecção, já causando uma série de distúrbios como calafrios, destreza manual reduzida, cansaço, afeta o julgamento e a pessoa pode ficar propensa a discutir, além de não cooperar com a sua própria recuperação. A hipotermia moderada vem associada a calafrios violentos, a coordenação muscular e as habilidades mentais são afetadas e é aqui que a pessoa pode simplesmente "se deixar morrer", pois perde a capacidade de discernimento. Perdemos a consciência quando nosso corpo chega a 30ºC. Na hipotermia profunda, tanto a respiração quanto os batimentos cardíacos podem acontecer ao ritmo de apenas um ou dois por minuto! O coração pára quando a temperatura chega a 20ºC.
Não se morre de frio apenas em lugares extremos. Pode-se morrer de frio nas ruas de Curitiba, por exemplo. Basta, para isso, que a pessoa esteja mal alimentada e mal agasalhada. E, se você está em uma viagem, caminhada ou expedição e alguém começa a sofrer de hipotermia, o que fazer? Aquecê-lo com seu próprio corpo e o corpo de outras pessoas é uma solução. Se possível, colocá-lo em uma banheira com água morna (mas isso não funciona com uma vítima de hipotermia profunda) - no caso das extremidades, um balde com água morna e curativos nos locais que sofreram o congelamento. Nunca esfregue um tecido congelado! E procure, o quanto antes, um hospital - lembre-se que descongelar e recongelar pode ser muito pior que mantê-lo congelado até o devido atendimento médico.

• Mais importante que tudo isso: saia de casa programado e protegido - com roupas e comida suficiente para aquilo que se propôs a fazer. E não deixe a hipotermia avançar. No primeiro sinal de tremedeira involuntária, aqueça-se ou, se estiver molhado, se seque. Melhor que isso: não espere sentir frio para se aquecer - isso vale para qualquer lugar do mundo, em qualquer situação. É muito mais difícil se esquentar depois que o frio já se instalou.




Destino & Aventura

O que levar para um acampamento.



Algumas coisas são essenciais, outras dependem do clima de onde se vai acampar e das atividades que você irá fazer (raftings, caminhadas, visita a museus, tomar sol na praia) durante a viagem. Analise o clima do local e só então separe as roupas. Lembre-se também de não levar os melhores itens de seu armário. Coloque na mochila as "roupas de briga", aquelas que possam ser manchadas e ficar sujas de lama e terra. Evite levar calçados novos ou que você não tenha "amaciado". Eles costumam provocar bolhas.

ITENS ESSENCIAIS

 . Kit de primeiros socorros (com remédios que utiliza normalmente)
. Canivete afiado
. Lanterna (com pilha sobressalente)
. Capa de chuva
. Cantil ou squeeze para água (caso faça caminhadas ou vá praticar esportes)
. Sacos e sacolas plásticas (para lixo e para guardar roupas e calçados sujos)
. Fósforos e um isqueiro sobressalente (bem fechados em um saco plástico)
. Filtro solar
. Cadeados pequenos (para trancar armários em albergues, a barraca e a mochila)


EMBORNAL

. Prato de plástico ou metal fundo
. Talheres (colher, garfo, faca)
. Caneca de plástico
. Pano de prato


MATERIAL DE HIGIENE


. Shampoo (um tubinho de filme fotográfico é o suficiente para duas ou três lavagens)
. Condicionador
. Sabonete e esponja
. Pasta de dente (caso vá viajar por poucos dias, leve um tubo que já esteja usado)
. Escova de dente
. Fio dental
. Pente ou escova de cabelos (compre uma pequena para economizar espaço na mochila)
. Toalha de banho
. Toalhinha pequena
. Papel higiênico
. Absorventes
. Elásticos de cabelo
. Um pouco de sabão em pó ou um pedaço de sabão em barra


ROUPAS PARA OUTONO E PRIMAVERA


. Camisetas, blusas ou regatas (uma por dia)
. Calcinha e sutiã ou cueca (um por dia)
. Meia (um par por dia)
. Calça (jeans ou de um tecido que seja resistente e dê liberdade de movimentos. Prefira cores escuras.)
. Uma calça sobressalente
. Bermuda ou shorts
. Maiô/biquíni ou sunga
. Um sweater ou um casaco. Em época chuvosa, prefira um impermeável.
. Chinelo
. Tênis / bota de caminhada
. Calçado sobressalente
. Boné ou chapéu (protege do calor, faz sombra e também impede que, à noite, se perca calor pela cabeça).


VERÃO

. Coloque na mochila algum medicamento para queimaduras de sol.
. Leve roupas de tecidos leves e mais shorts e bermudas. Não se esqueça de levar também uma calça e um casaco leve, caso chova ou esfrie repentinamente.


INVERNO

. Tome por base a lista de roupas para primavera e outono e leve a mais:
. Blusões de lã (o ideal é que os blusões não sejam muito grossos e que você possa utilizá-los um por cima do outro caso faça muito frio)
. Camisetas de manga comprida ou blusa tipo segunda pele
. Casaco forrado (se possível com capuz)
. Touca de lã
. Meias mais grossas
. Blusa de gola alta ou cachecol para proteger o pescoço
. Minhocão ou meia-calça (para usar por baixo da roupa)
. Manteiga de cacau, lip balm ou batom (para pessoas com lábios sensíveis)
. Mesmo que seja inverno, leve um short ou bermuda e algumas camisetas de manga curta. Não esqueça do protetor solar e do hidratante.


MATERIAL PARA DORMIR

. Saco de dormir
. Isolante térmico, um pedaço de plástico de bolinhas ou folhas de jornal para impedir que a umidade que vem do solo atinja a sua "cama" e penetre pelas costas
. Cobertor (no inverno)



OPCIONAIS


. Máquina fotográfica, filmes e um saquinho plástico para guardá-la em caso de chuva (para economizar espaço, deixe o saquinho dobrado dentro da capinha da máquina)
. Caderninho de anotações e caneta
. Repelente de insetos
. Óculos de sol, de preferência com armação de plástico
. Livro
. Baralho


Como arrumar a mochila

. Separe tudo o que você vai levar e coloque em cima da cama.
. Veja se dá para deixar alguma coisa em casa ou se dá para diminuir o peso da mala, trocando embalagens grandes de shampoo por outras menores, por exemplo. Se você vai ficar dois dias fora não há razão para levar um tubo de pasta de dentes cheio. Leve um que esteja aberto e assim por diante.
. Pegue sacos e sacolinhas plásticas para embalar as roupas e para colocar a roupa suja.


Há duas maneiras de arrumar uma mochila:

1) Empacotando em um saco plástico cada uma das mudas de roupa (meia, lingerie, bermuda/calça, camiseta).
2) Empacotando em sacos plásticos itens iguais: meia com meia, camiseta com camiseta, etc.
Estando tudo embalado (os plásticos protegem a roupa da chuva), comece a montagem da mochila: Embaixo, coloque o saco de dormir, que deverá ter sido arejado uma semana antes. Enrole-o bem apertado para diminuir o volume.

Depois, coloque os sacos com as roupas leves (camisetas e bermudas) ou coloque as sacolas com as mudas de roupa.
Em cima delas, as roupas pesadas (calças, casacos e cobertores), os calçados e o embornal.
Em lugares de fácil acesso (como bolsos laterais), guarde o kit de primeiros socorros e tudo o que você possa precisar em uma emergência, como a capa de chuva, o material de higiene, a lanterna, a carteira com dinheiro e documento de identidade e os fósforos. 

Dica: Repelente Natural e Ecológico

Citronela


A citronela é uma planta parecida com capim, originária da Ilha de Java, na Indonésia, que possui características interessantes, mas ainda pouco aproveitadas pelo homem. O vegetal é rico em citronelal e o geraniol, substâncias que dão a ela um odor cítrico semelhante ao do eucalipto. Devido a isso, pode-se usá-la como aromatizador e em produtos de perfumaria. Mas não pára por aí, a citronela possui outra qualidade: o mesmo cheiro que agrada tanto aos humanos é insuportável aos insetos, como moscas e mosquitos, característica que faz dela um repelente natural, além de ecológico, pois espanta os animais ao invés de matá-los. Segundo a aromaterapia, a citronela também funciona como antidepressivo, anti-séptico, desodorante, tônico e estimulante.


Atenção: Estamos divulgando esta dica apenas como curiosidade e não podemos confirmar sua eficácia ou efeitos prejudiciais a saúde. Recomendamos consultar um médico ou especialista.

Destino & Aventuras

Trilha - Monte Crista

Vista Monte Crista - Foto: Luiz Prestes Junior

O Monte Crista localiza-se no município de Joinville-SC, nas proximidades dos campos do Quiriri, encontra-se incrustado entre a cadeia de montanhas que forma a nossa maravilhosa Serra do Mar. Possui 9,5 km de trilha para a chegada até o topo, que encontra-se a 980mt de altitude. É uma montanha repleta de antigas histórias, algumas inventadas por visitantes, outras pesquisadas por historiadores, mas muitas vividas por pessoas que curtem acampar, suar, se esforçar, ralar, ficar sem ar...
Tudo começa na travessia do rio Três Barras, que pode ser feita através do Parque Aquático Monte Crista onde uma ponte pênsil pode ser utilizada para a travessia do rio, ou pode-se utilizar uma trilha que parte através da pousada Ashram, a primeira opção é a mais tranquila, mais conhecida e mais utilizada, porém é a mais longa, já a segunda é mais curta mas dependendo do nível do rio você pode não conseguir atravessar, ou se chover muito durante o acampamento, pode não conseguir voltar, pois o nível do rio aumenta muito, e muitas pessoas já tiveram que ser retiradas por meio de bombeiros.

 Ponte Pencil - Parque Aquático - Foto: Luiz Prestes Junior

Rio Tres Barras - Foto: Luiz Prestes Junior

Após iniciada a trilha, você poderá optar por dois caminhos novamente, o primeiro, a direita, leva a trilha da Saboneteira, cujo nome já diz tudo, é uma trilha formada por argila branca, e como lá é sempre úmido por se tratar de Mata Atlântica, é quase impossível não escorregar e não levar alguns tombos, teve até uma banda que gravou uma música que diz: "Com certeza... você já escorregou na trilha da saboneteira... sentindo a sensação..." se a trilha inteira tem 9,5 km, a saboneteira parece ter   15 km, porque é essa a impressão que dá, a de que não vai terminar nunca e sempre que você imagina que está chegando e que vai acabar logo, aparece mais monte de trilha pra você subir ou descer. Depois de um tempo que você está subindo é a nítida visão do inferno e todos que subiram até hoje chegam na metade e pensam "o que eu vim fazer aqui", mas sempre acabam voltando, porque com o passar do tempo a impressão é de que "o caminho não era tão grande assim."
Se optar pela trilha da esquerda você demora um pouco mais, mas não encontra tanta lama, normalmente as pessoas optam por subir pela esquerda e descer pela saboneteira, apoiados no ditado "na descida todo o santo ajuda".

Trilha - Foto: Luiz Prestes Junior

Após o término do primeiro percurso, começa a subida pela trilha do Peabiru, um caminho feito de pedras em forma de escada, o qual alguns dizem ter sido feito pelos Incas, e melhorado recentemente, também dizem ter sido utilizado durante anos pelos padres Jesuítas, para a travessia do oceano Atlântico para o Pacífico, alguns documentos afirmam que as trilhas chegavam até o Paraguai.

 Trilha de Pedras - Foto: Luiz Prestes Junior

Trilha do Peabiru - Foto: Luiz Prestes Junior

Essa "escada" de pedra também é outra que parece não terminar nunca, no começo dela existe alguns rios, que geralmente são utilizados para o pessoal encher o cantil, o próximo ponto com água encontra-se somente perto do final do primeiro trecho da trilha de pedras, onde falta pouco para chegar ao topo.


Rio com águas limpas, usado para encher o cantil - Foto: Luiz Prestes Junior

Ao chegar à primeira clareira pode-se avistar boa parte do município de Joinville, ao olhar um pouco pra cima à direita, avista-se a pedra do Índio Sentado, outros a chamam de Guardião, Buda, entre outros. Subindo nessa pedra, você avista (caso o céu esteja bem limpo e com Sol) Caiobá-PR, Guaratuba-PR, Itapoá-SC, Joinville-SC, Garuva-SC, São Francisco do Sul-SC.
A vista é fantástica, no entanto é difícil conseguir um tempo adequado para essa paisagem, sendo que na serra o tempo é muito instável.


 Vista do Mirante - Foto: Luiz Prestes Junior

Guardião - Foto: Luiz Prestes Junior

Para encontrar um local bom para acampar e com água, é preciso caminhar por mais ou menos uma hora e meia. O lugar onde a maioria das pessoas acampam é em uma área aberta no topo do Monte Crista, onde a vista é paradisíaca. Contudo, se o aventureiro não estiver bem preparado, entre as câimbras e as paradas para descansar, beber água e comer, levará em torno de 7 a 10 horas para subir. A descida geralmente leva de 4 a 6 horas aproximadamente.




 Acampamento - Monte Crista - Foto: Luiz Prestes Junior



 Vista do topo do Monte Crista - Foto: Luiz Prestes Junior



 Anoitecer no Monte Crista - Foto: Luiz Prestes Junior


Amanhecer no Monte Crista - Foto: Luiz Prestes Junior


Se você desejar comentar sobre esta trilha ou contar sua aventura, entre em contato conosco!


Destino & Aventuras

sábado, 29 de outubro de 2011

Dicas para camping...



Primeiramente, é muito importante planejar o roteiro da viagem e obter informações sobre o camping em que pretende ficar. Se sua intenção for fazer uma trilha e acampar em um lugar sem estrutura, pesquise muito bem a região e leve um mapa.

No camping, algumas dicas são imprescindíveis para uma estadia tranqüila. São elas:

1 – Para maior conforto, calcule o tamanho ideal da barraca. Em uma barraca para 2 pessoas, por exemplo, cabem apenas 2 pessoas, SEM mochilas.
2 – Pode ser usada uma lona plástica por baixo da barraca para proteger o fundo. Neste caso, não deixe lona sobrando para fora, pois se chover a água será canalizada para dentro da barraca.
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3 – Se você for levar um colchão inflável, verifique antes da viagem se ele não possui furo. Encha-o dentro da barraca para não correr risco de ter que esvaziá-lo um pouco para entrar. Também verifique se o colchão não ficará em cima de algo que possa furá-lo, como galhos, raízes ou pedras.
4 – Caso você pretenda usar apenas um saco de dormir é bom levar um isolante térmico de EVA para colocar no chão. Acreditem, faz uma grande diferença!
5 – Atenção para áreas sujeitas a alagamentos ou terrenos com depressões. O ideal é sempre montar as barracas em lugares elevados.
6 – É interessante levar uma lona plástica extra (maior que a barraca), corda e espeques. Em caso de chuva você poderá montar uma cobertura para sua barraca e terá espaço para realizar outras tarefas sem se molhar.
7 – Se você gosta de dormir até tarde, escolha um local sombreado e verifique a área em que o sol levará mais tempo para atingir a barraca.
8 – Se for possível, leve uma caixa térmica para melhor armazenar os alimentos. Eles ficarão protegidos do calor, umidade e quem sabe até de algum visitante inesperado, como cotias ou cachorros.
9 – Caso pretenda fazer uma fogueira, muito cuidado com fogo! Se houver algum descuido ele pode atingir seus equipamentos ou causar estragos ainda maiores na natureza.
10 – Não se esqueça do protetor solar e do repelente. Nunca deixe a sua barraca aberta. Além dos desagradáveis mosquitos, animais peçonhentos podem entrar, causar um acidente e encurtar sua viagem.
11 – Prenda bem sua barraca. Locais muito abertos podem ventar muito forte, levando sua barraca embora (mesmo com mochilas).
Toda linha de câmeras digitais no e-Fácil.com.br. A melhor maneira de registrar os ótimos momentos.
12 – Não esqueça da câmera fotográfica e/ou filmadora. Deixe sempre em locais protegidos, porém de fácil acesso para facilitar na hora de tirar uma foto. E se a viagem for longa, não se esqueça de pilhas extras.
13 – Saquinhos de compra de supermercado sempre são úteis. Podem guardar roupas molhadas, evitar que eletrônicos e roupas secas se molhem numa chuva, podem ser usadas como saco de lixo ou colocando entre a meia e o tênis em caminhadas na chuva.
14 – Não deixe para viajar com seu tênis recém comprado. Prefira um calçado já usado e que você sabe que não trará problemas como bolhas.
15 – Em cidades do interior, é muito comum as tomadas serem 220V. Se você for levar algo que necessite de tomada, verifique a voltagem antes.




Destino & Aventuras